Já tem algum
tempo eu tenho me sentido estranha, incomodada, até um pouco frustrada com
algumas questões, mas sabe quando sua cabeça ferve e você já não sabe mais o
que sente ou pensa, nem ao menos identifica o porquê reage ou se sente mal
diante de algumas situações, coisas que você vê ou precisa parar pra refletir sobre?
Hoje eu fiquei
decepcionada com algo que aconteceu, não que a culpa seja necessariamente de um
fator externo, mas fiquei em uma profunda melancolia onde encontrei
dificuldades de resolver essa frustração interna. Foi quando eu vi esse vídeo
no Feed de notícias do Facebook e comecei a pensar sobre alguns aspectos
relevantes que ocorrem em nossas interações sociais nos dias atuais.
Na frase: “Quando
abrimos nossos computadores é nossa porta que fechamos”, detectei o quanto priorizamos
uma vida de aparências, onde nunca permitimos ninguém entrar em nossa realidade
com medo que eles nos rejeitem ao deparar com nossas mazelas reais. Não somos
mais genuínos em nossos sentimentos, escolhas e ações, espontaneidade tem sido
raro encontrar na personalidade. Sim,
parece que temos nos tornado uma geração egoísta: “Quando você se afasta desse
mundo de ilusão você desperta para ver um mundo de confusão”. Estamos
confundindo valores, trocando prioridades, tentando apenas corresponder a “um
mundo de auto imagem, auto interesse e autopromoção”.
Nas redes
sociais editamos tudo, afim de, compartilharmos nossas melhores partes,
maquinando assim as verdadeiras emoções. Editamos e enfeitamos, ansiamos
adulação fingindo não perceber o isolamento social que causamos devido nosso
ego que anula todos a nossa volta que não compactuam com nossas ondas de good
vibes calculadamente manipuladas, visando obtermos glória própria. “Colocamos
nossas palavras em ordem e tingimos nossas vidas com gliter.” Fazemos as coisas
que achamos melhor sem nos importarmos com o que o outro pensa, priorizamos a
nossa aparência, o quanto vamos parecer bons e excelentes. Nem se quer sabemos
se alguém está escutando”. Diferente do que Deus nos ensina (Filipenses 2:21)
estamos defendendo apenas nossos interesses.
“Estar sozinho
não é um problema, mas se você ler um livro, pintar um quadro, ou fizer algum exercício
estará sendo produtivo e presente, não reservado e recluso, você está sendo
vivo e atento, usando seu tempo de forma produtiva. Então quando você estiver
em público e começar a sentir-se sozinho, coloque as mãos atrás da cabeça,
afaste-se do telefone, não precisas olhar nos aplicativos, ou na sua lista de
contatos, basta falar com o outro e aprender a coexistir. Estamos nos tornando antissociais,”
já não nos apraz se envolver com o outro, olhar nos olhos de alguém. “Nós somos
uma geração de idiotas, telefones inteligentes e pessoas burras.” Não sabemos
mais o que é ter misericórdia em nossas atitudes. (Mateus 18:33).
Levante seus
olhos, observe as coisas em sua volta, aproveite o máximo de hoje. Apenas uma
conexão real pode mostrar a diferença que você faz no lugar onde estás. Que
possamos ter lembranças como quando o amor ultrapassa o efêmero. Que nossos
olhos não percam os detalhes de uma vida real, que nossos corações não se percam
com coisas fugazes e sem importância e nossa mente não esqueça as interações
que mais importam nessa vida, principalmente que possamos ser inteiros nas interações
que podem refletir na eternidade.
Quando damos atenção a vida desfrutamos das lembranças que o tempo nos permitiu viver, se ficamos ocupados demais olhando para baixo não enxergamos as chances que perdemos. “Desligue os holofotes e a necessidade de impressionar, desperte para a realidade, temos um último ato de existência, um determinado número de dias, não desperdice sua vida ficando amarrado a uma rede, a um sistema pragmático, pois quando chega o fim nada é pior do que se arrepender. Rompa o silencio desse mundo onde somos ouvidos, mas não vistos. Não viva uma vida seguindo a moda, dê as pessoas o seu amor, não apenas um “curtir”. Desconecte-se da necessidade de ser ouvido e definido, vá para o mundo, deixe distrações para trás . Viva a vida do jeito real.”
Texto baseado no vídeo:
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